Eu peguei uma cachorrinha manca na rua. Levei à veterinária que não conseguiu diagnosticar o problema, mas mantivemos uma tala por dois meses, para tentar consertar, o que não ocorreu. Sem a tala ela se vira bem, corre e pula como se não houvesse amanhã ![]()
No entanto, talvez por causa do defeito não convivia bem com as outras 3 que tenho em casa, todas mais ou menos de seu tamanho. Começaram umas brigas horríveis e eu vivia mordida tentando separar as palhaças.: /
Foi sugerida a castração e ela realmente acalmou um pouco, ficou um pouco mais medrosa, mas ainda se repetem algumas brigas de vez em quando, talvez devido ao receio que ela tem por ter uma deficiência, mas são de menor violência e mais fáceis de apartar. E graças a Deus só quem sai machucada somos eu e minha caçula.
Ela é no entanto, extremamente carinhosa conosco, atende às ordens e sempre quer carinho, aliás considera minha caçula como "sua humana" ahahaha
Em fim, aconselho fortemente a pegar um bichinho deficiente, pois são uns amores e devolvem em quádruplo o que recebm de nós!
16.07.2010 - por Monique Souza
Motivos para adotar animais deficientes
Bichos com algum problema de saúde têm se mostrado ainda mais fiéis e gratos aos seus donos
Pets deficientes são ainda mais amorosos com seus donosCrédito: Flickr/CC - Noël Zia Lee
Diante dos milhares de casos de abandono de animais pelas ruas do Brasil e do mundo, existem várias entidades empenhadas no incentivo a adoção, visando diminuir a população de bichos desabrigados. Prova dessa tentativa é a recente inauguração do primeiro núcleo cirúrgico da prefeitura, em São Paulo, para a realização de cirurgias de castração de cães e gatos.
O problema é que, infelizmente, se para os bichinhos sem raça definida já é difícil encontrar um novo lar, imagine para os idosos, por exemplo. Ainda na lista de animais preteridos está também um grupo muito especial: os deficientes físicos. Dentre eles, o número de abandono é ainda maior.
Apesar da triste realidade, pelo menos, a crença antiga de que animais nesta condição precisam ser sacrificados tem se tornado cada vez menos difundida. Segundo o médico veterinário Mário Marcondes, diretor clínico Hospital Veterinário Sena Madureira, “hoje em dia existem vários tipos de terapias que têm o objetivo de dar qualidade de vida à estes pets”.
Preconceito e desinformação
Assim como, por vezes, acontece entre humanos, o preconceito ainda reina entre os peludos deficientes. Muitos bichinhos acabam sendo abandonados por serem considerados “feios”, por não conseguirem fazer todos os truques que um animal sem deficiência faz ou porque seus proprietários acreditam que eles darão muito trabalho devido às necessidades especiais.
Nesse sentido, o dr. Mário diz que o veterinário tem um papel fundamental. “O médico entra como um profissional importante para dar a orientação correta para o proprietário de um animal com deficiência, expondo todos os tipos de terapia existentes para melhorar a vida dele”.
Segundo o veterinário, a paralisia de membros é a limitação mais frequente em cães. Os principais casos são os animais com problemas de coluna que evoluem para uma paralisia. “Isso é muito comum em raças com a coluna longa e patas curtas como o dachshund.
Um caso de carinho
Mais que uma paralisia, Tom, um dachshund, de 6 anos, desenvolveu um problema bem mais grave por conta da coluna. Além disso, o bichinho nasceu sem as duas patas dianteiras. De acordo com sua dona, Christiane Aguiar, um veterinário disse que o problema pode ter sido ocasionado por uma doença genética ou até mesmo por remédios abortivos dado a mãe do cachorro.
Pitoco foi adotado depois que passou por maus tratosCrédito: Arquivo Pessoal
A jornalista de 23 anos adotou Pitoco, como é chamado carinhosamente, porque não gostava de como o tratavam em seu primeiro lar. “Depois que ele nasceu, a outra filhote que nasceu da mesma cria foi adotada, mas ninguém queria o Tom por causa da sua deficiência. Ele ficava jogado no fundo do quintal no meio da sujeira, já que os antigos donos não limpavam nada”.
Ela conta ainda que o cãozinho, muitas vezes, nem mesmo comia, pois havia outros cachorros maiores no quintal, que chegavam mais rápido até o alimento. Foi assim que Pitoco entrou na vida da família de Christiane, que tem mais duas cadelas, Neguinha, uma dachshund de 7 anos e irmã de Pitoco e Lilica, uma SRD de 2 anos, que foi abandonada no portão da casa da jornalista.
E apesar da aparência frágil, felizmente, segundo o dr. Mário, os animais nessas condições se adaptam facilmente. O veterinário destaca, por exemplo, o caso dos cães cegos, que utilizam seus outros sentidos para se adaptar ao ambiente. Ele ainda dá uma dica aos donos de cãezinhos com o problema: “mantenha os objetos sempre no mesmo local, como comedouros e cama, assim o animal vai se adaptar mais rápido”.
Christiane aprendeu bem a lição e procura facilitar a vida de Pitoco, que se locomove com dificuldade, deixando tudo que ele precisa por perto. Também toma cuidado para que ele não se asse, o que pode acontecer devido ao fato dele se arrastar pela casa.
Tratamento com células tronco
A lesão na coluna é a principal alteração causadora de paralisia. Hoje, o tratamento inicial é com medicamento, além de cirurgia (em alguns casos) e fisioterapia. Em muitos casos a acupuntura ou somente a fisioterapia são indicados.
Uma outra alternativa bem mais recente é o tratamento com células tronco, prática adotada gratuitamente pelo Hospital Veterinário Sena Madureira, em parceria com a empresa de biotecnologia Celltrovet. Segundo o diretor clínico do hospital, já participaram do projeto por volta de 10 animais, mas as vagas ainda estão abertas para donos que estejam interessados. Os candidatos são pacientes deficientes paralisados, em decorrência de lesão na coluna, mas que já foram submetidos a um outro tratamento convencional, sem sucesso.
“A ideia é tentar melhorar a qualidade de vida destes animais com o uso das células tronco. Mas para isto, primeiro estamos realizando este projeto científico para posteriormente, com a análise dos resultados, padronizarmos um protocolo para tratamento convencional com células tronco”, disse o dr. Mário.
O veterinário destaca ainda que esta é uma evolução da área médica, mas para isto, trabalhos bem delineados devem ser realizados antes de se utilizar células tronco de maneira rotineira. Os proprietários que quiserem participar do projeto de tratamento gratuito com células tronco para animais deficientes devem se inscrever na triagem, no telefone (11) 5572-8778 - de segunda a sexta-feira, em horário comercial.
Pitoco, infelizmente, não se enquadra no perfil para o tratamento pioneiro, mas já dispõe de uma vida muito feliz ao lado da família que o acolheu e não hesita em dar carinho, amor e elogiar seu bichinho. “Ele é um animal carinhoso, que retribui todo o cuidado que temos com ele com muito amor”, finalizou Christiane.
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( fim de tags )Comentários sobre "Motivos para adotar animais deficientes"
16 de julho de 2010
17 de julho de 2010
rsrsssssss leal o comentário da myrian dauer disse a+ pura verdade…
assim cm nao devemos discriminar os de nossa raça essas koisas fofas que nos trazem tanta alegria também merecem nosso carinho…
20 de julho de 2010
Para abandonar um bichinho mostra que a pessoa é capaz de tudo, é fria, eles só nos trazem alegria!!!
Adorei a matéria e vira e meche, tenho que divulgar algum bichinho que infelizmente pegou um dono de má coração e abandonou…
Não consigo entender como alguém é capaz disso, ou fica doente, velho e joga na rua…
Não gosta de verdade, não tenha!!
21 de julho de 2010
Linda reportagem.
O preconceito não está com nada, seja com os seres humanos, ou com os animais.
Vamos castrar os animais, pelo amor de Deus, chega de abandono!!!
Bjs a todos.
21 de julho de 2010
Tenho um exemplo amado em casa! O Tiaguinho, um gatinho amarelinho, loirinho lindo! Eu o adotei em um abrigo, onde estava em pessimas condições, tinha uma pata com bicheira e muita sarna, depois de 4 cirurgias para tentar salvar a pata, não tivemos sucesso e ela foi amputada, na altura do ombro. Hoje ele é super adaptado, mimado, e as vezes rola um stress com os outros 3 gatoes que tenho, por ciumes, mas tudo fica bem no final, Sou extremamente agradecida por ter a oportunidade de conviver com estes serzinho maravihosamente especial. Valeu muito, muito a pena toda e qualquer dedicação.
22 de julho de 2010
Ontem eu vi um cãozinho perdido dentro da estação Ana Rosa…parecia tão distante..as pessoas olhavam e ninguém fazia nada…achavam graça…eu fiquei com o coração aflito e rezando em silêncio para que alguém que tivesse mais condições do que eu, pegasse aquele anjinho e o cuidasse muito bem.
Tenho 4 gatos e 4 cachorros e tenho muito amor a todos eles e simplesmente não consigo entender o tamanho da maldade de algumas pessoas em abandonar esses seres iluminados e o tamanho da covardia em abandonar um com algum tipo de deficiência! Daí onde tiro a conclusão de que as pessoas que são capazes de fazer isso, são capazes de fazer coisas piores com qualquer pessoa!!
2 de janeiro de 2012
gostaria de adotar um caozinho de porte pequeno,cego ate agora nao obtive nenhum sucesso por morar em moggi das cruzes,aqui onde moro nao achei para adotar..quem souber..
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16 de julho de 2010
Eu realmente não consigo entender o que faz alguém abandonar um animal, seja ele deficiente ou não.